Com a vida corrida que levamos é difícil ver como a era de hoje se assemelha aos princípios da revolução industrial, de meados do século XVIII até o século XIX.
Naquela época a “máquina” surgiu, substituindo o trabalho manual. Também relacionamentos entre nações começaram a se mudar com uma nova política, não mais se limitando às conquistas que os grandes centros urbanos europeus (Inglaterra, Espanha, Portugal e Itália para citar alguns) tiveram nos séculos anteriores, baseado nomércio firmado entre Europa e o Oriente.
Era preciso haver comércio e relacionamento entre esses países do mesmo continente, mais formal e diplomático.
A partir daí cultura de massa surgiu e uma série de invenções tomou lugar conquistando o mundo. Grandes obras como as de Júlio Verne tomaram de assalto a mente de muitos inventores e a partir de então nada mais foi o mesmo.
E o que isso tem a ver com os nossos dias de hoje?
O relacionamento entre os países estão passando por uma nova reestruturação, com os perigos constantes da fraca economia européia e americana, liderados por um período em que se achavam os donos do mundo e aos que tudo era permitido. Não era bem assim, como estamos vendo nos noticiários.
Os frutos desse plantio de ideias errôneas sobre economia, confiança e capitalismo desenfreado é o que muitos países estão colhendo.
Podemos inclusive relacionar este período que vivemos com a pré-2a guerra mundial devido à crescente tensão entre ocidente e oriente.
No setor tecnológico também vemos uma nova revolução, com a disseminação da cultura medida em segundos, por conta de livros online e da própria internet (Wikipedia, etc.). E o que está em jogo não é mais o serviço braçal, mas a própria inteligência do homem e sua capacidade de decisão frente ao que computadores conseguem realizar.
No MIT um computador conseguiu responder perguntas mais rapidamente e mais acertivamente do que vários gênios dessa instituição tão consagrada. E não eram perguntas simples, mas bem elaboradas e com semântica idêntica ao que seria dada em uma aula, por exemplo.
Computadores com entendimento e discernimento, entendendo e assimilando o significado de palavras.
Novas tecnologias, consumo de cultura e de produtos (até exacerbados). Novas gerações nascidas com uma facilidade de aprendizado que nos faz sentir o mesmo que nossos pais ao perceber o quanto conhecimento conseguíamos assimilar e eles não.
E, ao mesmo tempo, como tudo anda na velocidade da luz, conceitos mais estruturados como ética, paciência, moral, humanismo e solidariedade acabam passando ao largo. Isso também nos lembra os donos de grandes empresas da revolução industrial, que só pensavam em lucros capitalistas e não se importavam com os trabalhadores rurais que migravam do campo para a cidade em busca de oportunidades.
A tecnologia avançou. Sabemos mais hoje do que ontem. Mas será que a humanidade avançou também? Ou continuamos lá no século XVIII ?
Vivemos uma nova revolução industrial?
Trabalho a distância pode receber como trabalho presencial
Já está em discussão no Senado Federal um projeto de lei que pretende equiparar o trabalho realizado a distância com o trabalho presencial. Com o avanço da tecnologia, várias empresas permitem que seus funcionários trabalhem em escritórios externos ou mesmo em suas casas, sem a necessidade de “bater ponto” na empresa sede. Apesar das dificuldades que ainda devem ser resolvidas, como a comprovação de que o empregado realmente está trabalhando ou assistindo televisão durante o expediente todo, há inúmeras vantagens principalmente para quem mora em grandes cidades como SP ou RJ, onde o trânsito consome boa parte do tempo de deslocamento das pessoas.
Alguns pontos positivos em se adotar um sistema de trabalho a distância, ainda que parcialmente:
1) Redução ou eliminação do tempo gasto no deslocamento para o trabalho. Bom para o trânsito em si porque diminui o número de carros e de pessoas no transporte público (que está bem lotado por sinal) e bom para as empresas porque evita atrasos na chegada do funcionário.
2) Redução de custos de infraestrutura interna das empresas. Muitas empresas ajudam na aquisição de um notebook ou desktop para seu funcionário ficar em casa, permitindo que este possa usar o computador para necessidades pessoais, mantendo uma “área segura” onde só o funcionário registrado pode atuar no seu trabalho. Além também de ajudar nos custos da linha telefônica e banda larga de internet. Aparentemente há maiores custos para a empresa, mas manter todo esse arsenal de rede e computadores internamente tem um custo muito alto, além de que a renovação do parque tecnológico é muito mais demorada.
3) Muitos funcionários podem trabalhar mais motivados. Uma boa parte, é lógico, preferirão vir à sede da empresa e isso deve ser motivado também. Um bom ambiente de trabalho é aquele onde o funcionário se sente bem. E estando mais à vontade, consegue ter um desempenho superior. A possibilidade de exercer sua função tanto na empresa quanto em casa dá uma maior gama de opções ao funcionário.
Um dos maiores problemas enfrentados para esse cenário é o do RH, que precisará ter um maior controle da vida do funcionário fora do seu local de trabalho. Também funções como helpdesk e outras de manutenção podem ter dificuldades em adotar esse modelo. Vários estudos também comprovam que boa parte dos funcionários não saberiam dividir seu tempo pessoal com o profissional estando em casa. Mesmo para a família é difícil entender quando falamos “Papai não pode brincar com você agora, desculpe” ou “Não, não posso sair e ir no mercado às 3 da tarde”. Estar na empresa tira esses problemas da frente do funcionário, pois é praticamente um padrão de vida: levanta, toma café, sai para o trabalho fora, liga de vez em quando, volta de noite, janta e coloca a conversa em dia (falando assim parece uma prisão essa rotina, rs).
De toda forma é um primeiro passo, onde tanto o governo já vê isso com bons olhos e muitas empresas também (ver reportagem sobre o assunto em http://classificados.folha.uol.com.br/empregos/1006932-trabalhador-remoto-recebe-hora-extra.shtml ).
Projeto de lei nos EUA pretendem fechar sites de pirataria
Os dois principais partidos dos EUA elaboraram um projeto de lei que pode fechar sites inteiros que contenham pirataria ou burlem leis de direitos autorais. Anteriormente os próprios donos dos direitos autorais ( Hollywood, Warner, etc ) entravam em contato com os sites pedindo a retirada desse conteúdo ilegal.
Com a nova lei, eles irão direto aos provedores que hospedam esses sites e irão demandar seu fechamento.
Algumas empresas como Google, Facebook, Twitter e eBay são contra, por considerar a Internet um meio de comunicação. Há de se convir que, apesar de ser contra a pirataria, esse tipo de lei é um passo bem perigoso para a liberdade de expressão.
Melhor faz a Apple, que vende seus apps e softwares a preços tão mais baixos que dificilmente alguém tem vontade de piratear, tamanho o trabalho que isso dá. As empresas deveriam pensar em ganhar na quantidade, isso sim. E de formas mais livres, como saiu na Veja há pouco tempo de um serviço nos EUA de venda de filmes, onde se paga pouco e pode-se deixar o filme na nuvem mesmo e baixá-lo quando quiser para se assistir em uma infinidade de equipamentos e resoluções. Sem dor de cabeça e com qualidade superior. A era dos produtos caros sem uma explicação decente realmente “já era”.
Intel cria fundo de US$ 100 milhões focado em empresas que desenvolvem aplicativos móveis
O AppUP Fund, da Intel Capital, decidiu investir 100 milhões de dólares em companhias que produzam aplicativos e conteúdo para dispositivos móveis, um dos grandes mercados para a Intel, com seus chips voltados para esse setor que somente cresce, enquanto que os grandes desktops apresentam vendas cada vez menores.
Duas empresas foram já agraciadas por esse fundo: a Urban Airship, companhia voltada para marketing móvel e a 4tiitoo, companhia alemã que criou um aplicativo que expande as capacidades multimídia do SO MeeGo (ler abaixo).
A idéia da Intel é promover esses aplicativos através de sua loja virtual (mais uma empresa que entrou nessa) chamada AppUp. Aplicativos desenvolvidos para o sistema operacional MeeGo (desenvolvido pela própria Intel com a Nokia e outras empresas opensource), que roda em netbooks com os chips Atom da Intel tem uma grande preferência.
http://appdeveloper.intel.com/en-us/
Um tapa na cara de muitos desenvolvedores
Outro bom vídeo no TED é sobre Thomas Suarez, um estudante de somente 12 anos que explica como criou seus aplicativos para iPad e como teve sua inspiração para entrar nesse ramo. Ele tem até sua própria empresa, chamada CarrotCorp. Mais do que um simples desenvolvedor mirim, Thomas também criou um grupo de escola para estudantes que também querem desenvolver aplicativos para plataformas móveis (não apenas para a Apple). Ou seja, o menino é inteligente, perspicaz e além disso também tem a vontade de expandir seu conhecimento para outras pessoas interessadas.
Como disse, um tapa na cara de muitos desenvolvedores (entendam como quiserem, rs).
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ehDAP1OQ9Zw#!
Itautec lança tablet Android voltado para mercado corporativo
O TabWay possui 10,1 polegadas, processador dual core de 1 GHz, 1 GB de RAM e 16 GB de armazenamento interno. Tem boas saídas (mini-usb, hdmi, etc), mas… é destinado ao mercado corporativo. Ué? Como assim? A Itautec pensou da seguinte forma: tem tanta gente lançando tablets, como eu vou me destacar? Ah, vou procurar um nicho… hmmm… que tal as empresas? Mas… o que ele tem de diferente para o mercado corporativo? Algum aplicativo ou recurso? É isso mesmo. De acordo com Valmir Bozzoni, gerente de desenvolvimento e computação da Itautec, o que eles querem oferecer mesmo, além do tablet, é a criação ou customização de aplicativos para alguns setores empresariais.
Dessa forma, uma grande empresa de expressão nacional pode comprar 1000 tablets e já vir com um conjunto de aplicativos só seus, sem precisar contratar uma consultoria externa para desenvolver software para o tablet.
É realmente um diferencial, principalmente se pensarmos que o aplicativo vai sair da fábrica já testado e aprovado para aquele tipo de hardware específico. Menos dor de cabeça com desenvolvedores externos e uma possibilidade menor de incompatibilidade de hardware.
Não sei bem se isso vai ou não decolar, porque sinceramente são poucas as empresas que realmente sabem o que querem em questão de aplicativos próprios. Principalmente aplicativos que já não tenham um concorrente já desenvolvido no mercado.
De toda forma, boa sorte para a Itautec. E espero que tenham contratado muitos user experience e analistas para conseguirem extrair de seus futuros clientes todas as possibilidades que esses aplicativos customizados possam ter.
Relatório mostra aumento de 472% de virus para a plataforma Android
Embora muitos não gostem do controle de qualidade da Apple para com a aprovação de novos apps, o desleixo da Google para com os apps para Android tem deixado muuuito a desejar. Infelizmente isso foi mostrado por um relatório da Juniper Networks, empresa de tecnologia de redes e segurança, que atesta ter registrado um aumento de 472% no número de vírus e trojans desde julho de 2011.
A maior parte são programas-espiões criados para roubar dados de celulares (contatos, localização via gps, etc) assim como trojans, que disparam mensagens SMS e aumentam a conta do usuário.
TED – sobre o seu direito de entendimento
Muito bom este outro vídeo do TED, da portuguesa Sandra Fischer-Martins sobre os direitos do cidadão de entender documentos e textos em uma linguagem próxima ao ambiente comum, de uma forma clara e com respeito.
É sobre saber comunicar algo de forma que até mesmo nossa avó possa entender.
Indico este vídeo para todos os que trabalham em áreas específicas e cujo público em geral tem dificuldade de entender, como finanças com seus termos e procedimentos, instituições bancárias, telecomunicações, engenharia e área médica em geral.
Lembrando que a dificuldade de entender e a vergonha de admitir isso pode levar a um grau menor de utilização de serviços (ruim para empresas) ou até a um impacto significativo na vida e na saúde de uma pessoa mais leiga.
http://www.ted.com/talks/sandra-fisher-martins-the-right-to-understand.html
Parallax Scrolling, já ouviu falar?
Esse tipo de animação (também conhecido como side-scrolling) surgiu nos EUA em alguns games e compõe-se basicamente de vários layers (camadas) um sobre os outros e que se movem em velocidades e até em direções diferentes, criando uma impressão tanto de 3D quanto de animação.
Este site: http://www.smartusa.com utiliza essa técnica (veja preferencialmente no novo IE ou no Safari). Pelo que tenho notado, muitos outras mídias como livros em iPad tem utilizado esse recurso, ainda mais com o giroscópio e acelerômetro desses equipamentos.
Para ler mais a respeito: http://en.wikipedia.org/wiki/Parallax_scrolling e http://webdesignledger.com/inspiration/21-examples-of-parallax-scrolling-in-web-design.
Outro link que mostra um passo a passo: http://www.netmagazine.com/tutorials/building-parallax-scrolling-storytelling-framework
Muitos dos quadrinhos que vemos hoje em dia em iPad também utilizam esse recurso. E a gente pensando: “Nossa, que legal que dá para fazer isso agora!” sobre algo que tem quase 30 anos de existência. Nada se cria, mas tudo se reinventa.
